Como usar a inteligência artificial a seu favor sem abrir mão do pensamento crítico

Com o avanço dos modelos de IA generativa, cada vez mais pessoas passaram a usar inteligência artificial para escrever. Afinal, é muito fácil: você digita um prompt e o texto aparece pronto.
O que muita gente não sabe é que usar ferramentas de IA, como ChatGPT, da OpenAI, e Gemini, do Google, para escrever textos pode ter um custo cognitivo real.
Segundo um estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) divulgado pelo G1, delegar a escrita à inteligência artificial pode reduzir o esforço mental, enfraquecer o processo de aprendizado e diminuir a capacidade de formular ideias próprias.
Em outras palavras: quanto menos o cérebro é desafiado a pensar, organizar e criar, menos ele se desenvolve.
Mas isso não quer dizer que a IA precisa ser sua inimiga da escrita. Você pode usá-la para expandir ideias, testar caminhos, revisar textos e treinar sua escrita.
A jornalista Júlia Pulvirenti, compartilhou alguns exercícios de escrita criativa para usar a IA sem deixar o cérebro “enferrujar”. Veja abaixo:
Peça à IA dois autores com estilos opostos e alguns trechos de cada um. Reescreva os textos com suas palavras e envie sua versão de volta. O exercício ajuda a entender seu próprio estilo
e ainda rende boas indicações de leitura.
Peça para a IA iniciar um texto e, a partir daí, continue a escrita sem tentar melhorar o que foi gerado, sem polir frases ou buscar sofisticação.
Apenas aprofunde a ideia, explore suas implicações e sustente o raciocínio com exemplos, reflexões e novas camadas de sentido.
O foco é nutrir o pensamento, não polir.
Peça à IA um texto ruim de propósito: raso, clichê, genérico. Em seguida, reescreva como se fosse editor. O treino é transformar o banal em algo interessante.
Envie um texto seu e peça uma crítica profissional. Além da revisão, peça para a IA apontar: